
O Brazil Journal, uma das publicações de negócios mais respeitadas no país, trouxe no dia 15 de maio uma reportagem sobre o projeto de Lucas Kallas, presidente do conselho de administração da Cedro Participações, de construir uma ferrovia curta (uma shortline, como são chamadas nos Estados Unidos) para aumentar a eficiência logística no escoamento da produção de minério de ferro na região de Serra Azul (MG).
Com 32,4 quilômetros, a estrada de ferro, orçada em R$ 1 bilhão, tem potencial para atender a cinco mineradoras (Trafigura, Mineração Usiminas, ArcelorMittal, Minerita e Comisa) e reduzir drasticamente o movimento de caminhões na BR-381, que liga Belo Horizonte a São Paulo, gerando fortes ganhos ambientais e econômicos, diz o texto assinado pelo jornalista Geraldo Samor. Hoje, trafegam diariamente pela rodovia, na região metropolitana de Belo Horizonte e adjacências, cerca de 2,7 mil caminhões, que movimentam 1,3 milhão de toneladas/mês de minério de ferro.
Com a shortline o minério poderá ser levado das mineradoras até a linha da MRS, que dá acesso ao porto de Sepetiba, em Itaguaí, no Sul do Estado do Rio de Janeiro. "Quando eu falo desse projeto, o povo acha que eu sou louco, mas eu não estou pedindo dinheiro a ninguém," Kallas disse ao Brazil Journal. “O Brasil não tem um projeto estruturante com recursos privados há anos. Todas as grandes ferrovias do País foram com dinheiro do Estado, depois passaram a concessão para a iniciativa privada."
A previsão é de que o projeto, em fase final no processo de autorização da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), comece a sair do papel em 2026, após a retirada das licenças ambientais necessárias.

A reportagem da Itatiaia mostra como a Cedro estruturou o sistema de empilhamento a seco desde a concepção do projeto da mina de Nova Lima, o que ampliou o controle sobre a segurança e a gestão ambiental.
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O arrendamento ITG02, no Porto de Itaguaí (RJ), prevê investimentos de R$ 3,5 bilhões ao longo de 35 anos. Arrematado pela Cedro Participações, o terminal terá área de 348,9 mil metros quadrados e capacidade para movimentar até 20 milhões de toneladas por ano.
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Com investimentos logísticos no Brasil até 2031, holding amplia presença em infraestrutura, com projetos ferroviários, portuários e planta de pellet feed de redução direta em Mariana.
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